.1984, Tereza na Insustentável Leveza

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1984, Tereza na Insustentável Leveza, a Tereza de Kundera.

sempre fui apaixonada na Sabina. foi ela quem ganhou os meus textos, as minhas formas de escolher jeitos de se relacionar, quem me ensinou as liberdades, as sensualidades, as seguranças. num tempo, um tempo mais cedo de minhas fases. hoje, resolvo olhar com carinho pra leveza de Tereza. Tereza é agora quem me ensina sobre insistência, sobre resignação talvez, sobre apostar no conjunto de possibilidades de uma vida coletiva, de um respeito à liberdade do outro, do autocontrole nos sentimentos e paixões que, na maior parte das vezes, nos leva a comportamentos insanos e doentios. Tereza em sua simplicidade me mostrou que o olhar triste ou observador pode nos levar a uma profunda reflexão de achar a leveza do que somos. ou, se não há leveza, mergulhar nessas densidades e possessividade pra entender o que nos falta pra não sentir mais elas. dou hoje à Tereza um pouco de dor, ainda, mas em sua mente alguma chance de pássaros e, no peito, o peso de um emaranhado de plumas pra tentar afastar seus medos. quem conhece bem Tereza sabe eles.

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