.a chuva, Maria e o dia D, Caso Pluvioso

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o dia todo chuvoso me pedia um Caso Pluvioso, o dia D chuvoso me pedia Drummond e uma Maria. o vídeo aqui apresentado é mera brincadeira de tentativa de aprender a mexer nas tecnologias de meu celular que resisto há tempos. pareço ter setenta anos e uma pessoa que me habita sem ajustar aos trinta das tecnologias fáceis de se mexer – não pareço fácil não.

o vídeo foi só pra fazer post no instagram e lembrar alguns colegas e eu do dia D.

o dia todo chuvoso e o dia D, o dia que as Marias insistem em chover em mim.

aqui está o poema na íntegra e a leitura bem feita dele em melhor escala e projeção sem tecnologias de celular que não domino.

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na Livraria da Vila,

mesmo dia do café

com sol anterior.

evento sobre o Drummond,

que esperei que os amigos viriam.

Marília fala de uma janela aberta pro cotidiano

Alice fala da matéria-prima dos poemas. fala daquele de Sete Faces.

Marília fala do alumbramento.

Leo fala das curvas em Drummond, das curvas das pernas das mulheres de Drummond, das coisas partidas de Drummond, das pernas, dos braços, da cabeça. do azul do céu de metileno.

os objetos que caracterizavam os sujeitos, o cabelo, o bigode, os óculos. as partes das partes. o gauche.

as pausas, os silenciamentos – palavra de um ouvinte da plateia.

pra entender estes silenciamentos, Leo fala sobre a Máquina do Mundo e Alice retoma a fala da composição do poema baseado nos clássicos.

mudada a pergunta, Marília responde Drummond frisando a fala sobre seus estados meditativos, os estados de observância e reflexividade de Drummond.

(…) fui embora porque não tinha mais lugar pro interesse

quando estava deslocada por ali e não pude permanecer sozinha..

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Drummond, que não se importava de estar sozinho nos lugares.

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