.a Nuvem Cigana em meio à tempestade

neste feriado que passou, estive em família no interior de São Paulo. não havia me reunido ainda com eles depois desse movimento todo que anda rolando no Brasil, esse movimento político, esse anti impeachment, esse pró impeachment. ficou nítido pra mim como as pessoas estão divididas, como algumas opinam inseguras com o quê estão falando. muitas vezes também sou uma dessas, das inseguras, pois cada dia é algo absurdo que acontece no Senado, umas transigências em leis que não deveriam sofrer oscilações, uns privilégios “sutilmente” concedidos às pessoas que fazem essa Justiça.

daí que me lembrei do Movimento da Nuvem Cigana, um grupo de artistas que atuou entre os anos 70 e 80 com o intuito de fazer manifestações e performances com poesia. E essa poesia era posta com muitos recursos visuais, a fim de torná-la mais acessível, algo que era difícil na época de ditadura militar.

a Nuvem Cigana foi uma alternativa de se manifestar diretamente ligada com a maneira de viver. uma forma de mostrar como as pessoas conviviam e trocavam a arte entre elas.

esses poetas do movimento fizeram parte da Geração Mimeógrafo, geração composta por artistas da Poesia Marginal, que será tema da FLIP 2016.

a história do grupo ganhou filme, As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana, dirigido por Paola Vieira e Claudio Lobato, e faz parte do festival É Tudo Verdade desse ano.

quem quiser ler por completo sobre o movimento e sobre o documentário deixo aqui a página oficial no facebook.

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sou

panfleta

de uma sociedade

anônima

reconhecida

entre os ares pesados

da cidade

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