dia 10. Santa Cecília, com elas.

Marília. o corpo de Marília se perde, se curva, entre a timidez do onde colocar as mãos e o cigarro que lhe pede a cada minuto que seja aceso. sem pausa, só com um pouco de fôlego, que é pra não se ter vertigem do andar debaixo. o vizinho de lá não imagina a rigidez que há no suporte curvilíneo de suas costelas. ela é forte, uma mulher forte, seus olhos acham sempre o quê seu corpo perde. perde a Marília do começo das histórias. que se recompõe a cada troca de sutiã.

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Beatriz tem as partes alongadas. ora transfere elas pelo afeto, ora recolhe, como a proteger parte da retina que deixa aí solta pela cidade. o olhar dela, os cabelos dela, as mãos dela, o ventre, os pés, seguem à vontade as ruas de Santa Cecília, quando quer, quando não quer. seu corpo se movimenta numa velocidade que nem sempre é a que deseja. começa com uma doçura, com uma timidez que teima ficar ali na sala, entre as garrafas vazias de cervejas e os cinzeiros que abrigam a parte de não se saber acender cigarros. ela também é forte e a diferença dela juntou com a de Marília em doze metros quase quadrados de apartamento.

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