dia 6. no não-lugar.

toda perda, uma lamentação. do que não foi dito, ou melhor explicado, dos verbos mal conjugados, quase sempre em primeira pessoa, das faltas, do respeito, das marcações infinitas, sem encontros, dos bilhetes, jogados fora, quando se quer entrega, de fato. das ligações não atendidas, ou ignoradas, pela não coragem, pelas distâncias causadas, na nossa dificuldade de entrega, a sempre não-entrega, na nossa insistência no excesso de vírgulas, nas repetições do não-movimento. um dia ela se foi. ele também. todos os gêneros, pessoas, os corpos, almas?, se vão. não se sabe para onde. se quer saber?, mas se sabe que o presente é o maior presente sobre-vivência.

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